O Ministério Público do Estado de São Paulo teria solicitado à Justiça o afastamento cautelar do prefeito de Ourinhos, Guilherme Andrew Gonçalves da Silva, pelo período inicial de 90 dias. O pedido ainda aguarda análise do Poder Judiciário.
A medida é atribuída à promotora de Justiça Paula Bond Peixoto, que teria ajuizado uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, com pedido de tutela de urgência e afastamento cautelar do chefe do Executivo municipal.
De acordo com as informações obtidas, a ação está relacionada ao procedimento investigatório NF nº 0358.0000782/2025, instaurado para acompanhar a transição da gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas) de Ourinhos.
Segundo o conteúdo apresentado, o Ministério Público questiona a ampliação sucessiva de contratos da entidade ABEDESC para assumir serviços da UPA 24h e do PA Cohab após a suspensão, pelo Tribunal de Contas, do chamamento público que definiria oficialmente a nova gestora da saúde no município.
A promotoria sustenta que a Prefeitura já teria conhecimento antecipado de que a Santa Casa deixaria a administração da unidade de saúde, apontando possível falta de planejamento administrativo e eventual tentativa de contornar a suspensão do processo público.
O documento também menciona outras investigações envolvendo contratos da saúde, contratações e atos administrativos da atual gestão municipal. No entendimento do Ministério Público, a permanência do prefeito no cargo poderia representar risco de continuidade das práticas investigadas, o que justificaria o pedido de afastamento temporário.
Caso a Justiça aceite o pedido, a decisão deverá ser encaminhada à Câmara Municipal de Ourinhos para ciência e leitura nas próximas sessões legislativas.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual decisão judicial relacionada ao caso. A Prefeitura de Ourinhos e o prefeito também não haviam se pronunciado publicamente sobre o assunto até o fechamento desta matéria.