A Polícia Civil encontrou, na tarde desta quarta-feira (21), o corpo de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, que estava desaparecida desde 19 de dezembro, em Bauru (SP). A idosa foi localizada dentro de um poço desativado, com cerca de 27 metros de profundidade, no sítio onde vivia. Um casal de caseiros que trabalhava na propriedade está preso e é apontado como principal suspeito do crime.
O poço passou a ser o foco das buscas após confissão informal de Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40. Segundo as investigações, o casal teria agredido Dagmar com uma paulada na cabeça e, em seguida, jogado o corpo no local para ocultar o crime.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos moravam e trabalhavam na mesma propriedade da vítima. A relação entre eles envolvia repasses frequentes de dinheiro e bens, o que reforça a hipótese de motivação financeira. O casal foi preso no dia 24 de dezembro, poucos dias após o desaparecimento da idosa.
As apurações também investigam um possível envolvimento do filho do casal, de 14 anos. Em depoimento informal, o caseiro chegou a atribuir o homicídio ao adolescente, mas posteriormente assumiu a autoria. O menor está sob os cuidados do Conselho Tutelar de Avaré (SP). Daniela nega participação e afirmou que estava dormindo no momento do crime.
Com a confirmação da morte e a localização do corpo, o caso passa a ser investigado oficialmente como homicídio.
Operação de alto risco
As escavações começaram em 30 de dezembro e exigiram uma operação técnica complexa. Ao todo, foram escavados cerca de 27 metros até a localização do corpo. Por se tratar de um poço antigo e instável, foi necessário ampliar o diâmetro da abertura, garantindo a segurança das equipes e a entrada de máquinas pesadas.
Durante o trabalho, a casa onde Dagmar morava precisou ser demolida. Além disso, os investigadores encontraram diversos sacos de adubo, que, segundo a polícia, teriam sido lançados sobre o corpo na tentativa de mascarar o cheiro da decomposição.