Mais uma grande loja deixa o centro da cidade e coloca em discussão a geração de empregos e o futuro do comércio de Ourinhos.
A sexta-feira, 14 de agosto, marca o encerramento das atividades da unidade das Casas Bahia localizada no calçadão de Ourinhos. A saída da tradicional rede varejista representa mais um impacto para o comércio da região central e reacende o debate sobre a situação econômica e a geração de empregos na cidade.
A unidade funcionava na região central de Ourinhos e fazia parte da presença da rede no município. Registros recentes ainda identificavam operações da Casas Bahia na cidade, inclusive em endereços do Centro. (CNPJCheck)
Para trabalhadores e comerciantes, o fechamento de uma loja desse porte vai muito além de uma porta que deixa de abrir. São postos de trabalho que deixam de existir, circulação de consumidores que diminui e menos movimentação financeira para outros estabelecimentos que dependem do fluxo do centro.
O fechamento também levanta uma pergunta que precisa ser discutida: o que está sendo feito para estimular a instalação de novas empresas, fortalecer quem já está na cidade e gerar novos empregos em Ourinhos?
Em um momento em que o comércio precisa de movimento, investimentos e políticas de incentivo, a saída de uma grande rede do coração da cidade é um sinal que não pode ser ignorado.
A Casas Bahia possui uma presença expressiva no país e, segundo informações da própria companhia, contava com mais de mil lojas no Brasil em maio de 2026. (Grupo Casas Bahia)
Ourinhos precisa discutir seu comércio, seus empregos e seus incentivos. Afinal, quando uma grande empresa fecha as portas, quem sente primeiro é o trabalhador — e, logo depois, toda a economia local.
O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Ourinhos e os responsáveis pela empresa possam se manifestar sobre o fechamento e sobre eventuais medidas para minimizar os impactos aos trabalhadores.