Um homem foi preso pela Guarda Civil Municipal na noite de domingo (22), em Ourinhos, acusado de aplicar o chamado “golpe do Pix falso” contra uma adega da cidade. O caso ainda envolveu resistência à abordagem e ofensas raciais contra os agentes.
A ação começou por volta das 19h, quando a equipe realizava patrulhamento na Praça dos Burgueses e foi acionada por um representante do estabelecimento, que relatou novas tentativas de fraude. Segundo a vítima, o suspeito já havia aplicado o mesmo golpe outras vezes, utilizando comprovantes falsificados para induzir a entrega de mercadorias sem pagamento real.
Com apoio da GCM, um entregador seguiu até o endereço indicado pelos criminosos, na rua Noburo Endo, enquanto os agentes acompanharam a situação. No local, dois indivíduos aguardavam a encomenda, enquanto outros dois permaneciam a certa distância.
Durante a abordagem, parte do grupo tentou fugir. Um dos suspeitos foi alcançado após breve perseguição. Segundo a GCM, ele resistiu à abordagem, desacatou os agentes e passou a proferir ofensas com teor racista, sendo necessário o uso moderado da força e o emprego de algemas.
O entregador reconheceu os envolvidos como participantes de entregas anteriores feitas mediante o mesmo tipo de golpe nos dias anteriores.
Todos foram levados à Central de Polícia Judiciária. Após análise do caso, a autoridade policial entendeu que apenas um dos abordados era responsável direto pela fraude. Ele permaneceu preso pelos crimes de estelionato e injúria racial. Os demais foram liberados por não haver indícios de que soubessem da origem ilícita das mercadorias.
O caso reforça o alerta para comerciantes sobre esse tipo de golpe, que tem se tornado cada vez mais comum, especialmente em pedidos feitos por aplicativos ou mensagens, utilizando comprovantes falsos de pagamento.